Cinco passos para chegar à sua meta

Cinco passos para chegar à sua meta
dezembro 18 15:53 2008

Cinco passos para chegar à sua meta
Atitudes do dia-a-dia que ajudarão a melhorar seu desempenho profissional e, conseqüentemente, da sua empresa no mercado

Uma meta só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis. A primeira delas é a especificidade. Seu objetivo deve ser muito bem definido. Assim, é inútil declamar aos quatro cantos do mundo: “Quero ser uma grande empresa de venda de instrumentos musicais”. Desculpe-me pela franqueza, mas acho que você não terá este status a menos que pense: “Serei a mais conceituada empresa de comercialização de instrumentos de sopro e corda, com atuação no mercado nacional”. Em outras palavras, quanto mais específica for a definição de seu propósito, mais direcionado estará seu caminho.

A segunda variável é a mensurabilidade. Sua meta deve ser quantificável, tornando-se objetiva, palpável. Em nosso exemplo anterior, você teria de definir, por exemplo, o número de itens em catálogo. Uma outra situação bem ilustrativa dessa variável é a aquisição de bens materiais. “Pretendo comprar um carro” é um desejo. “Vou comprar um veículo da marca XYZ, modelo Beta, com motor 2.0, dotado dos seguintes opcionais (relacioná-los) com valor estimado em R$ 30.000,00” é uma quase-meta.

A próxima variável é a exeqüibilidade. Uma meta tem de ser possível. Voltando ao exemplo inicial, o objetivo de ser uma destacada loja do setor não será alcançável se você tiver um ponto comercial mal localizado, com instalações deficientes e equipe sem treinamento adequado.

Chegamos à relevância. A meta tem de ser importante, significativa e desafiadora. Você decide elevar o faturamento anual da loja em 5% acima da inflação. Porém, o mercado está aquecido e este foi o índice definido — e atingido — nos últimos dois anos. Logo, é preciso ousadia e coragem para determinar um percentual superior a este, capaz de motivar a equipe em busca do resultado. Lembre-se de que o bom não é bom onde o ótimo é esperado.

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Finalmente, o aspecto mais negligenciado: o tempo. Muitas metas são bem definidas, mensuráveis, possíveis e importantes, mas não estão definidas num horizonte de tempo. Aquela oportunidade de negócio tem de ser concretizada até uma data-limite. Determinada reunião deve ocorrer entre 14 e 16 horas. Certo filme no cinema sairá de cartaz na sexta-feira próxima. Procrastinar, nome feio dado à mania de adiar compromissos, cabe como uma luva aqui e confere um golpe mortal a qualquer meta proposta.

Realizações e resultados
Metas são estabelecidas para justificar investimentos. Objetivos são fixados com base em expectativas irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos, independentemente de incertezas políticas e econômicas. Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo adequado. Mas como não se pretende mexer nas variáveis tempo e exeqüibilidade, alteram-se as variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou melhor, a ‘contabilidade criativa’) e relevância (daí qualquer meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores, praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do negócio, promover fusões ou joint ventures desprovidas de fundamentação).

As pessoas buscam realização. Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito. As empresas perseguem resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo em si mesmo. Esses resultados podem ser representados por mais lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja, invariavelmente deve significar ‘mais’, embora não raro acabe por tornar-se ‘menos’.
Há, infelizmente, uma distância quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais. Salvo exceções, conciliá-las pode ser apenas retórica barata. O executivo pretende vigiar sua saúde, cuidar de sua família e obter realizações concretas em seu ambiente de trabalho. A empresa diz que o apóia, mas exige-lhe pesada carga de trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos, cultiva-lhe o stress e a insegurança.

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A meta deve ser você
Resultados não são tudo, assim como não é o cliente quem manda na empresa, em que pese sua prevalência. Resultados devem ser buscados com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia.
Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Esteja preparado para os tombos — um obstáculo é só uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.
E, finalmente, lembrando Richard Carlson, “Pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria”.

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