Capitais da Música

Capitais da Música
janeiro 06 12:14 2009

Capitais da Música
A Música & Mercado continua a série de reportagens sobre a indústria musical nas capitais brasileiras. Agora, a vez é do Rio de Janeiro, a segunda cidade de maior importância econômica

Com quase seis milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de R$ 119 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2005, o Rio de Janeiro é o segundo município em relação ao valor adicionado bruto e preço básico da indústria nacional. Perde apenas para a cidade de São Paulo. No ramo de áudio e instrumentos musicais não é diferente. Segundo a Central de Apoio às Escolas de Música (Caem), a capital carioca conta com 132 escolas de música e à Pesquisa Synovate/Música & Mercado, são 233 lojas musicais e 50 fabricantes e importadoras.

Carolina Góes, proprietária das lojas Casa Góes e Acústica Perfeita, comenta que a Rua da Carioca é uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro — equivale às ruas Teodoro Sampaio e Santa Ifigênia da cidade paulistana. “É onde estão reunidas algumas das lojas de instrumentos musicais mais antigas do Brasil. Só a Casa Góes tem mais de 50 anos.” A Regente Feijó e a Rua da Constituição também são pontos importantes para quem procura por produtos do ramo.
Segundo Joel Brito, presidente da AES Brasil, os cariocas ganham com o carnaval, as sedes de gravadoras e distribuidoras, a residência de grandes artistas e com os mercados de shows e teatro. Isso se reflete no comércio local. “O ramo no Rio é bastante dinâmico, com novas lojas todos os anos. O crescimento sustentado é fruto de trabalho empresarial sério e competente”, relata.
Além disso, o Rio de Janeiro é um polo turístico. “Atrai o público internacional, que eventualmente busca produtos diferenciados”, opina Rodrigo Werneck, da fabricante D’Alegria Custom Made. O grande número de igrejas evangélicas também fomenta o mercado — são mais de 30 mil.

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A concorrência

O mercado no Rio de Janeiro tem a concorrência acirrada. Muitas vezes, os lojistas têm de enfrentar os paulistanos, já que em São Paulo o segmento é forte e alguns clientes migram para lá. Apesar disso, Carolina acha que a cidade carioca tem espaço para um negócio rentável. “O empresário que deseja começar seu comércio deve oferecer o melhor para o cliente. O consumidor de hoje já não está interessado em comprar apenas em lojas tradicionais, mas em locais que ofereçam um diferencial em preço, atendimento e conforto”, indica a comerciante.
Para Brito, a concorrência é positiva quando as empresas oferecem vantagens para o cliente, tornando a compra mais atraente. “Ela é negativa no momento em que se restringe ao menor preço e quando algumas lojas abusam da diminuição de suas margens. Uma venda é muito mais do que o puro preço”, opina.

Recentemente, o ramo de áudio e instrumentos musicais no Rio de Janeiro mostrou uma curva de crescimento favorável. Segundo Renata Farias, sócia da Pleidisco, essa concorrência é saudável. “Os comerciantes pensam da mesma maneira. Tem espaço no mercado para todos.”
Já Werneck acha que a concorrência no município gera uma busca por excelência. Isso beneficia o público e, por consequência, os próprios fabricantes e lojistas.

A cidade

Número de habitantes: 5.857.904 (IBGE/2000)
PIB: R$ 118.979.752 (IBGE/2005)
PIB per capita: R$ 19.254 (IBGE/2005)
Escolas de música: 132
Número de lojas musicais: 233
Número de empresas (fabricantes e importadoras): 50

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