Capa 20: Evans quer mercado

Capa 20: Evans quer mercado
outubro 11 08:00 2005

Em 1956, um baterista chamado Marion “Chick” Evans resolveu colocar um filme plástico sobre aros de madeira – para a época uma revolução -, pois comumente só eram usadas peles de couro de cabra nas baterias. Percebendo que estaria solucionando uma série de problemas, principalmente alternância de afinação (característica muito comum nas peles animais), Chick começou a visitar lojas de bateria e impressionou diversos empresários ligados ao varejo. Dois anos mais tarde, Chick formou sociedade com Bob Beals, um engenheiro de ferramentaria e reparador de instrumentos musicais no Kansas. Foi por meio desta união que a Evans Drumhead foi criada oficialmente nos Estados Unidos.
 
Ao longo dos anos, a Evans manteve sua característica: ser uma marca associada à invenção e registro de patentes. A primeira pele transparente foi introduzida pela Evans em 1968. Já a pele hidráulica, com duas camadas, fez o som dos estúdios americanos nos anos 70. Nos anos 80, foi a vez da linha Uno 58. Nos anos 90, Bob Beals e o designer de produtos, Bob Gatzen, desenvolveram o EQ Bass Drum System, a primeira pele distribuída comercialmente com aro interno. Muitos destes princípios foram posteriormente aplicados na linha Genera. Quando Bob Beals resolveu se aposentar em 1995, a marca Evans representava inovação e sonoridade.
 
Esses fatores chamaram a atenção de Jim e John D’Addario, sócios da D’Addario & Co., que perceberam que a linha de produtos da Evans constituía uma parceria perfeita com o conjunto de acessórios da D’Addario, além da empresa ter a estrutura de marketing e promoção necessária para expandir as vendas da Evans. Foi o casamento perfeito. A D’Addario & Co. fechou negócio com a Evans em setembro de 1995. Problemas passados Transpor as operações de uma empresa para outra não é algo simples.

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E como não poderia deixar de ser, a Evans também teve seus problemas. Um dos maiores foi a remoção de toda a estrutura de produção para mais de 2.000 milhas de distância da fábrica antiga para o prédio da D’Addario, em Farmydale, Nova York. A equipe da D’Addario teve que desafiar a estrutura dos processos de produção antigos para determinar o que seria mantido da estrutura original e o que teria novas adaptações e completo redesenho do sistema produtivo. Obstáculos também existiram no setor de vendas. Alguns dos problemas de produção da fábrica de Doge City, no Kansas, resultaram em um problemático lote de peles defeituosas nas lojas de instrumentos.


Este fato prejudicou muito a marca Evans junto aos seus consumidores e lojistas neste período. Por todas as dificuldades da implantação da fábrica, gerência de marca, pessoal, entre outras, a Evans levou quatro anos para se adequar e recuperar a imagem da marca. A partir de 1999, a Evans estava apta a desenvolver novos produtos que impressionassem lojistas e consumidores e colocasse a empresa no trilho certo para o futuro e apagasse a negativa fase que vinha enfrentando. E os produtos foram muitos, desde peles para percussão, orquestra, acessórios para bateria até a conquista de significantes endorsers mundiais como Dennis Chambers, Bill Brufford, Giovanni Hidalgo, Peter Erskine, entre outros.


Evans e D’Addario & Co. Quando se fala em D’Addario & Co., deve-se pensar em uma empresa familiar com uma administração que impressiona até mesmo os mais experientes executivos nos Estados Unidos. Não por acaso, a empresa conseguiu obter um portfólio de marcas de alto valor agregado, diferenciando-se da concorrência e lançando patentes sob seus produtos. Novo desenvolvimento de produto não é apenas um termo teórico sobre atividade. Na Evans, é o meio de vida. “A maior parte das empresas da música lança entre cinco e 20 novos produtos durante a Namm Show. A D’Addario tem uma média de 75 lançamentos por feira entre todos os nossos produtos”, explica Mike Robinson, gerente de produto da Evans. Nessa linha de pensamento é que John Roderick, vice-presidente de marketing, reflete sobre a Evans.

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“O pensamento é bem claro: temos uma empresa de peles para bateria, despendemos uma boa parte do nosso tempo identificando novas soluções e aquilo que o mercado precisa”, enfatiza. A empresa quer agora reconquistar mercados não tão bem trabalhados, como a América Latina, e aposta nos fatores econ

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