Cabos Sparflex: investimento e diferenciação

Cabos Sparflex: investimento e diferenciação
Março 13 15:12 2009

A empresa de cabos Sparflex trabalha visando tecnologia e qualidade em seus produtos

Nada mais natural para uma empresa que atua há 40 anos no mercado e que desde 1995 desenvolve cabos especiais adentrar no ramo de sonorização. Foi exatamente com esse pensamento que a cabos Sparflex resolveu investir em cabos para guitarras e microfones. Acostumada a desenvolver produtos nas áreas de telecomunicação, automação e eletrônica, a companhia utilizou seu largo conhecimento e voltou-se para a música. “Decidimos desenvolver a sonorização e entramos no ramo musical. A parte de telecomunicação ainda é nosso carro-chefe, mas estamos caminhando bem no setor musical”, conta Mário Garcia, responsável pelo desenvolvimento de novos produtos.

A telecomunicação, inclusive, garantiu à empresa a credibilidade e o know-how necessários para aventurar-se no mercado de áudio e instrumentos musicais. “Um fabricante de telecomunicação precisa de certificação Anatel e, para isso, temos de seguir uma série de normas. Por exemplo, um cabo não pode ter metais pesados. Se contaminarmos a água, perco minha certificação. Tudo isso nos direcionou para o caminho da alta qualidade.

Para seguir para o setor de sonorização foi um passo, já que tínhamos uma boa bagagem e toda a estrutura pronta”, revela Garcia. Dessa maneira, a Sparflex já produz cabos para todas as vertentes do setor musical. “Temos todos os modelos que existem no ramo. Desde a linha mais básica e mais barata à linha top, em que você pode usar cerca de 150 m. Esta, inclusive, foi testada no Pan-americano do Rio de Janeiro. Hoje, o fio ainda é a maneira mais confiável para não dar interferência”, garante.

Diferenças entre cabos

Uma das principais metas da empresa é mostrar aos consumidores, e também aos lojistas, que cada cabo possui suas peculiaridades. É importante que o músico saiba que não está comprando apenas um cabo, mas sim um som. “Cabo é como carro: um não é igual ao outro. Você precisa saber do que necessita. Se é um músico, por exemplo, e entra na loja para pedir um cabo de guitarra, já possui uma expectativa em relação àquele instrumento: o que deseja sentir, certos timbres que ele vai omitir etc. Certos produtos não vão deixar esses timbres passar. Existe uma tecnologia específica na hora de montar o cabo, que funciona com três divisões básicas: as ondas graves, médias e agudas. Se tiver muito pouco fio de cobre, você não ouvirá os agudos e o grave ficará em primeiro grau. Se tem cobres, você sentirá mais os médios e os graves continuarão sendo prejudicados. Se tiver um cabo mais robusto, com mais cobre, você perceberá mais os sons graves. Você consegue distinguir nitidamente os sons separadamente. Existe uma tecnologia dentro do produto para dividir isso”, explica Garcia.

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Lojistas e a Sparflex

Um dos próximos passos da Sparflex é mostrar aos lojistas a importância de conhecer o seu produto. “Temos vários projetos para o lojista. O principal problema em relação à indústria é o desconhecimento do produto. Temos de dar treinamento para eles conhecerem a parte técnica, mostrar que cabo não é tudo igual”, comenta Garcia. Essa atuação deve partir dos próprios fabricantes. “O balconista precisa estar atualizado. Precisa saber vender esses produtos, caso contrário eles serão todos iguais. Por que há poucos profissionais de áudio dentro das lojas? Hoje, isso já melhorou muito, mas na época em que comecei, era uma dificuldade. A indústria tem a obrigação de mostrar como o cabo é construído, mostrar toda a parte técnica.”

A Sparflex já atende a maior parte dos grandes e médios vendedores. “Acabamos nos dedicando aos médios e grandes lojistas. Os pequenos ainda compram muito pouco. Alguns atacados agregam nosso produto e, consequentemente, acabam os atendendo por meio dessas distribuições”, diz. Para Garcia, o problema dos pequenos lojistas está no percentual de compras: “Os pequenos não têm quantidade para comprar de uma empresa maior. Não sei o percentual, mas se for fazer uma pesquisa, todos os representantes andam com produtos no porta-malas”.

Marketing

Com a entrada da indústria no setor musical, além do investimento na parte tecnológica, uma das metas da empresa é reforçar o nome Sparflex no mercado. Para isso, a fabricante utilizará de sua tradição e experiência, como explica o gerente comercial Sérgio Bianchini: “Somos uma marca forte em outros segmentos e isso nos dá credibilidade para atuar no mercado de sonorização. Nossa principal meta é ter um lugar de destaque no mercado. Para isso, estamos desenvolvendo novos produtos e aperfeiçoando os que já temos. Queremos ter uma gestão à vista. Estamos elaborando um plano de marketing para que o mercado nos conheça de uma forma mais abrangente. Hoje, a área comercial não anda sozinha, ela tem uma equipe de marketing que trabalha também focada em resultados e desenvolvimento para alavancar a marca no mercado”.

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Para isso, Bianchini acredita que a melhor estratégia é aliar imagem ao conteúdo. “Com todos esses conceitos, trazemos para o mercado maior facilidade de trabalhar com esse produto. Acredito que ele é bom. Precisamos mostrar isso para o mercado por meio do marketing. Não é uma imagem oca e sim sustentável. A Sparflex é sinônimo de qualidade, rentabilidade para o lojista e chega ao consumidor final com preço justo. Estamos construindo ferramentas para o consumidor enxergar nossas qualidades e suporte. Hoje, já temos a marca implantada no Brasil, em clientes de pequeno, médio e grande porte”, acredita.

Sendo assim, a Sparflex procura a melhor forma de atender todo tipo de vendedor. “O consumidor também quer preço. A Sparflex é uma empresa que tem uma parede de certificados que foram construídos ao longo de nosso caminho. Temos de mostrar para o mercado que, desde a compra da matéria-prima, envolvendo desenvolvimento e engenharia, tudo é analisado de uma forma criteriosa. Agregamos isso ao custo de um produto de forma justa. O marketing trabalha o visual do produto para que seja agradável para o lojista e facilite a venda. Preocupamo-nos em oferecer um produto de qualidade.”

NitroLine: tecnologia de ponta

O engenheiro da Sparflex, Sidney Torquetto, explica em detalhes o produto.

Como funciona a tecnologia deste produto?
A tecnologia do NitroLine, o isolamento de cabos, tanto de telecomunicações, de áudio, como o de guitarra, por exemplo, é feita com polietileno sólido. Toda vez que você passa um sinal no condutor, é tendência do material isolante absorver parte dessa energia. Com isso, ocorre uma diminuição da capacitância (tem esse efeito de absorver a energia do sinal pelo material isolante). Quanto menor a capacitância do cabo, maior é a velocidade de propagação do sinal. Nos sinais de áudio, você tem os graves, os médios e os agudos. Os graves vão até 500 Hz, os médios de 500 a 6 mil Hz, e acima de 6 mil Hz são os agudos. No polietileno sólido, certas frequências acabam sendo absorvidas. Se a pessoa tem o ouvido treinado, percebe a falta de algumas dessas frequências. O cabo perde alguns agudos ou algumas frequências de graves.

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O que foi feito nesse sentido?
Na hora de estudar o isolamento, tem um agente expansor, como se fosse uma esponja. Nessa esponja, conforme vamos plastificando o material na extrusão, o nitrogênio é injetado. Você consegue abaixar a capacitância do cabo com essa expansão. Consequentemente, aumenta a propagação da velocidade do sinal. Isso realça as frequências e o músico treinado consegue perceber as frequências que, em outros cabos, são cortadas. É uma diferença perceptível. O NitroLine tem 0,75 mm2.

 

 

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