Avanço latino

Avanço latino
dezembro 18 16:25 2008

Avanço latino
Prestes a inaugurar um novo escritório em Bogotá, na Colômbia, a Penn Elcom amplia sua atuação na América do Sul e prevê crescimento de 30% para este ano no Brasil


Há pelo menos uma década, a América Latina é vista pelo mercado internacional como uma seara fértil para investimentos em distribuição e produção. No segmento de áudio e instrumentos musicais não é diferente. A Penn Elcom, empresa inglesa de cabos e ferragens para cases e caixas acústicas, com fábrica em Londres e sede administrativa em Los Angeles, entrou no continente latino pelo território brasileiro em 1994, quando a então Spectrus Importação e Exportação passou a trazer seus produtos para cá. Dez anos depois, a empresa nacional se uniu à Penn Elcom e tornou-se sócia da fabricante inglesa.

Com distribuidores independentes em todo o mundo, incluindo países estratégicos como China e Alemanha, a Penn Elcom quer ampliar sua participação no mercado latino. Já existe uma empresa aberta em Santiago, no Chile, e até o final do ano devem iniciar as atividades em Bogotá, na Colômbia.

A grande vantagem de estabelecer um escritório de distribuição na capital colombiana é a possibilidade de se aproveitar das chamadas zonas de livre comércio locais. O vizinho brasileiro está dividido em 11 áreas, quatro delas na região litorânea (Barranquilla, Cartagena, Santa Marta e Pacífico), servindo como acesso aos portos de diversos países das Américas Central e do Sul. As outras sete áreas ligam a Colômbia a outros centros de produção, incluindo o Brasil, através da Zona Franca de Bogotá, por exemplo. Todos esses pontos espalhados pelo território colombiano recebem e despacham produtos oriundos de diversos setores da indústria, incluindo a de áudio e acessórios.

Zona de livre comércio
Os produtos que entram nessas zonas não são nacionalizados e, por isso, estão fora de qualquer efeito de impostos de importação ou exportação. “Com esse sistema, disputaremos diversos mercados da América Latina sem restrições comerciais”, aponta o diretor comercial da Penn Elcom brasileira, Walter Inácio Silva.

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    O escritório na Colômbia ficará sob a chefia de Hispano Lopes, profissional com larga experiência de mercado. “Vamos atingir também a Venezuela, o Peru e o Equador”, explica Lopes. Segundo o novo gerente de vendas para a América Latina da Penn Elcom, a localização privilegiada da Colômbia permitirá o fácil acesso a países-chave como Panamá, Nicarágua, El Salvador, Costa Rica e Guatemala. Lopes se dividirá entre o escritório de Bogotá e visitas aos clientes das regiões vizinhas. Do ponto de vista de logística, também é mais interessante montar o escritório na capital colombiana. “Em uma ou duas horas de avião, você chega a qualquer país da América Central”, observa Lopes.
    Com a presença na Colômbia, a meta é consolidar as marcas trabalhadas pela empresa: além da própria Penn Elcom, constam ainda a Amphenol, Smart Cable e Trusst. Além de visitar clientes e negociar com lojas e distribuidores, caberá também a Lopes gerenciar a entrada e saída dos produtos. “Não trabalharemos com o consumidor final, diferentemente do que ocorre no escritório do Chile, que funciona como uma loja”, destaca.

    Com a política comercial, a localização do depósito e a facilidade de transporte, a tendência é que os produtos da Penn Elcom entrem no mercado com preços bastante competitivos. “O imposto só será cobrado quando o item entrar no país comprador”, explica o gerente de vendas.

Globalizada
A globalização abriu os mercados de diversos países e reduziu consideravelmente as restrições na importação de produtos da Ásia, especialmente da China, que se popularizam com a mesma velocidade em que cresce a economia chinesa. Para Walter Inácio Silva, embora os acessórios e instrumentos asiáticos apresentem preços bastante competitivos, ainda existe certa desconfiança dos consumidores com relação à qualidade do que vem de lá. Pesa também o fato de que para a Penn Elcom não é vantajoso trabalhar com algumas matérias-primas importadas como o alumínio, pela relação preço e transporte. “Quase sempre os fornecedores exigem uma compra acima do que a demanda nacional suporta”, justifica. Por conta disso, produtos como ferragens e placas de estamparia são produzidos na fábrica em São Paulo.

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Mas, para ganhar tempo na corrida por novos mercados e consolidar a participação no Brasil, por exemplo, a empresa optou por implantar um escritório na China. “A tecnologia vem da sede na Inglaterra e a produção é chinesa”, diz Silva sobre a diferença no custo de produção no país asiático em relação a outros mercados, por conta da mão-de-obra mais barata. O diretor comercial declara que o escritório na cidade de Guangzhou é um apoio importante na solução de eventuais dificuldades de logística, até mesmo para o Brasil. “Facilita o acesso dos produtos a países da região e a venda para o próprio mercado chinês”, afirma. Até porque a cidade chinesa é um dos mais importantes meios de entrada do país asiático, junto de Xangai e da capital Pequim.

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