A nova revolução comercial

A nova revolução comercial
maio 23 08:01 2018

Soluções fáceis para o nosso mercado: atacado e varejo

Após esses anos, agora entendo por que a crise de 2009 foi chamada de marola. Acho que já sabiam o maremoto que iam causar ao País! Mas opiniões ou piadas políticas à parte, a economia parece começar a dar sinais de retomada.

Mas, senhor lojista: quanto custou sobreviver neste temporal? A que custo moral essa sobrevivência poderá, um dia, compensar as famílias desempregadas por falta de negócios ou de um simples fluxo de caixa? E à qual taxa financeira era necessário captar o pão de cada dia? E agora? Como pagar isso?

E quantas desculpas demos aos nossos fornecedores, estrangeiros ou nacionais, com e sem estoque? Tivemos que pedir penico? Alguns sim, outros não.

E a inadimplência forçada que ultrapassou dois dígitos e forçava a cadeia de revendas a sucumbir a empréstimos, caridade e o que mais fosse?

Balanço corporativo

Um famoso cartola corintiano costumava dizer: “Depois da tempestade vem a ambulância”. Pois bem: o tempo de bonança (ou ambulância) chegou. Com a tendência de o poder comercial crescer, o poderio financeiro diminui. Essa é a balança da vida corporativa. Mas até mesmo o segmento financeiro teve dificuldades — exceção feita aos grandes bancos e instituições mais sólidas.

Afinal, um banco vende dinheiro. Esse é o seu produto. E gastou para cobrar dinheiro. Tiveram prejuízo? Nem a pau! Eles não perdem. Mas tiveram de escolher melhor para quem emprestar, vender ou alugar seu produto. Nesse contexto, muitos produtos novos foram lançados e o que você não sabe é que estes se encontram disponíveis para ajudar sua loja ou empresa a retomar o crescimento, agora com mais inteligência financeira e melhor fluxo administrativo. BPOs mais acessíveis e seguros financeiros (de importação e crédito) vêm sendo a nova revolução comercial, aliados aos métodos de pagamento e à antecipação de recebíveis mais barata (inclusive com regras de taxas máximas agora reguladas pelo Banco Central).

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O que é um BPO?  

A sigla em inglês significa Business Processes Outsourcing, que em tradução livre viria a ser Terceirização dos Processos de Negócios. Na prática, significa que você, proprietário de uma empresa, tem mais liberdade para se concentrar apenas naquilo em que a sua empresa se especializa: seja a fabricação, criação, prestação de um serviço técnico e o mais importante do processo: a venda!

Hoje já é quase possível ter um sistema de BPO eficiente e poderoso em interfaces de usuário fáceis de usar como o seu controle remoto da TV: direto em seu smartphone.

Na onda de revoluções dos processos, também encontramos mais flexibilidade na aquisição de seguros específicos de crédito e outras soluções financeiras para tornar sua empresa mais ágil e menos suscetível a riscos ou futuras marolas. E tudo isso em seu telefone. Já pensou?

Perguntas-chave

Captura de pantalla a lasPara saber mais, conversei com o vice-presidente do Grupo Cartos, Yim Lee, graduado em Administração na Eaesp-FGV, com MBA em Finanças na USP e mestre em Economia pela PUC/SP.

Yim possui 15 anos de experiência no mercado financeiro (BBA, Santander, Fibra, Itaú e BBM), nas áreas de estruturação financeira, Corporate Banking, financeira e gestão de fundos. Foi professor de finanças e economia nos cursos de MBA da FGV e do Mackenzie. Foi do conselho de administração da Figueiredo Ferraz e do conselho de administração do Canal do Crédito. Atualmente é suplente do Conselho Fiscal da EDP e São Manoel (Grupo EDP).

Depois dessa conversa, pude ver quanto nosso mercado necessita de soluções e de consultorias financeiras eficazes que não custam o olho da cara. Vejam o que ele diz:

Joey: Você é vice-presidente de um grupo que tem uma instituição financeira de banco de microcrédito e investimentos, uma subadquirência. Também foi um dos bancos das instituições financeiras a apostar em algumas lojas da Santa Ifigênia e na cadeia produtiva, oferecendo antecipação de recebíveis, máquinas de cartões, capital de giro e suporte de consultoria. Como você vê o mercado musical de áudio e instrumentos em termos de aplicação das soluções financeiras disponíveis hoje?

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Yim: A empresa, independentemente do tamanho, tem que ter um controle das vendas, das contas a pagar e receber e do fluxo de caixa. Isso é o básico para que possa planejar o relacionamento com bancos. Um software de ERP (Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão Empresarial, uma ferramenta corporativa capaz de controlar todas as informações de uma empresa, integrando e gerenciando dados, recursos e processos, aumentando seu poder de tomada de decisão) é o básico, e ter profissionais competentes, próprios ou não. Uma boa gestão financeira e administrativa é fundamental para uma boa administração, antecipando problemas. Uma empresa não quebra rápido por falta de lucro, mas por falta de caixa e crédito, sim.

Joey: Em sua opinião, quais são as melhores ferramentas financeiras para quem necessita se reestruturar, tanto no quesito administrativo quanto no financeiro?

Yim: Hoje grandes empresas já terceirizam boa parte das atividades que não são essenciais. Um dos maiores exemplos é a Nike, que não possui uma fábrica, não emprega nenhum operário, não tem nenhuma máquina. Toda a sua produção é feita sob encomenda em fábricas que pertencem a outras empresas, a partir de modelos de tênis desenhados por especialistas nos Estados Unidos. Outros exemplos, como Natura, Coca-Cola, WalMart, McDonalds, comprovam que hoje é fundamental focar o core da empresa. Entregar a sua gestão de processos internos a empresas especializadas (escala, sistema) pode fazer com que a sua companhia (no caso de loja, por exemplo) ganhe valor focando o que interessa: o cliente e a solução.

Joey: Como você vê o futuro do mercado e da cadeia de valor no tocante ao varejo comercial? Que espécies de processos devem ser feitos para captar fundos? 

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Yim: A governança e a transparência são fundamentais. Existe um trade-off entre informalidade e crédito. Crédito é um ativo. Então, formalizar as operações e ter transparência com fornecedores e bancos aumentam a capacidade de alavancar fundos.

Joey: Por último: sendo você também um Angel Investor, como examina os projetos recebidos? O que você olha em primeiro lugar ao estudar um plano de negócios? 

Yim: O primeiro ponto é a margem; o segundo, a escalabilidade; e o terceiro, quem vai gerir o negócio, que pode não ser a pessoa que teve a ideia. É isso! Espero ter ajudado a mostrar que muitas vezes custa pouco utilizar uma consultoria administrativa financeira e facilitar seus processos. Sua renovação depende apenas de sua vontade de crescer e de se organizar nesse sentido. Até a próxima!

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Joey Gross Brown
Joey Gross Brown

Sólida experiência em vendas, marketing e administração geral adquirida em grandes empresas líderes de mercado, reportando-se diretamente ao conselho de administração e/ou presidência. Vinte e dois anos de experiência de gestão sólida, incluindo planejamento, execução e avaliação de pequenas, médias e grandes projetos para todos os tipos de tamanhos de empresas. fluência total em Inglês, Português e Espanhol. Líder da equipe de auto-motivado e resultado impulsionado profissional com habilidades ideais para a condução de pequenas e grandes equipes para realização alvo em qualquer tipo de ambiente.

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