A arte do varejo

A arte do varejo
fevereiro 07 09:46 2008

Muitas pessoas reduzem o sucesso de uma empresa de varejo a um conceito extremamente simplista: comprar bem para poder vender bem. Claro que isso é básico, mas não é tudo. Varejo é uma arte das mais complicadas e sofisticadas do mar-keting, envolve merchandising, vitrinismo, promoção e uma infinidade de técnicas que fazem diferença significativa no desempenho de uma loja.
Mas afinal, o que é o varejo? É, sobretudo, entender as necessidades dos consumidores e superar suas expectativas de modo melhor que a concorrência. As expectativas básicas do consumidor incluem:

• qualidade;
• preços competitivos;
• localização conveniente;
• estacionamento adequado;
• horário razoável de funcionamento;
• loja limpa e confortável;
• vendedores com boa formação;
• auto-serviço e bom layout.
 
Mas observe que há nos consumidores uma expectativa crescente por outras demandas e serviços como:
 
• maior possibilidade de escolha;
• “preços baixos“;
• abrir mais cedo, fechar mais tarde;
• abrir nos fins de semana;
• especialistas no atendimento ao cliente;
• menor espera para ser atendido e nos check-outs;
• mais formas de pagamentos;
• mais serviços disponíveis;
• layout e design interessantes.
 
Questão de marketing
Se você observar, principalmente nas grandes cidades, não há carência de novas lojas. Pode-se afirmar que ninguém precisa de mais uma loja de instrumentos musicais, mais uma escola de música, padaria, farmácia, posto de gasolina, etc. Estabelecimentos assim há de sobra. É por isso que uma empresa deve se adequar às expectativas crescentes dos consumidores, pois eles esperam pelo novo, moderno, eficiente. Lojas com um mix de produtos que satisfaça plenamente aqueles que são identificados como o principal público. A loja tem de ser atrativa, com visual e layout interessantes, que tornam o impulso de compra do
consumidor irresistível.
 Adaptar-se às novas tendências do varejo no que diz respeito ao comportamento dos consumidores também é fundamental. A exigência cada vez maior também faz com que todo comércio seja, a cada dia que passa, mais especializado naquilo que vende. Não adianta montar uma loja bonita, cheia de diferenciais no visual e na conveniência, se não há o que se chama hoje de venda com consultoria. Falar de serviços, atendimento? Dispensável. Nenhuma empresa vai adiante sem ter um bom padrão de serviços e atendimento qualificado, gentil, prestativo.
O lojista e seus atendentes deixaram de ser simplesmente vendedores de balcão para se tornarem especialistas no que vendem e aptos a fornecer todas as explicações e recomendações que o consumidor de hoje precisa.

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Treinamento para todos
É por isso que o treinamento constante em vendas, marketing e atendimento não é restrito somente aos executivos da área de vendas ou aos proprietários de lojas do comércio. Hoje, quem não treinar sua equipe para ter, na ponta da língua, resposta para tudo, vai ficar para trás.
 Apesar das regras e da cartilha que regem todos os negócios, um aspecto também é muito relevante: toda loja ou empresa tem em si a filosofia do dono. Existem pessoas que são perceptivas e outras não, e isso pode fazer muita diferença, pois não se deve subestimar o feeling, a intuição. O varejo é uma atividade científica, mas nunca se sabe onde a ciência termina e começa a arte.

Celio Ramos é publicitário e diretor de Marketing e Planejamento da EM&T – Escola de Música & Tecnologia.
E-mail: [email protected] da notícia

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