5 PERGUNTAS: Todos os sentidos no PDV

5 PERGUNTAS: Todos os sentidos no PDV
julho 05 13:39 2012

A chamada ‘experiência de compra’ é tendência no varejo nacional, mas realidade em vários países do mundo. Aprenda a aguçar os sentidos dos consumidores para influenciá-los na decisão de compra

 Como diz nosso entrevistado desta página, Alexandre Casanova, o importante nos negócios hoje é “vender para os sentidos e não para a razão”. Podemos até especular que a sobrevivência do varejo físico reside nessa afirmação. Casanova é idealizador, fundador e diretor da ListenX, empresa especializada em music branding que prevê a gestão e o posicionamento musical de uma marca. E não só. Em um ponto de venda, o ambiente sonoro influencia diretamente o comportamento do consumidor. O diretor irá explicar como isso ocorre, além de dar outras dicas sensoriais para você aplicar na sua loja e… vender muito mais!

Como a música ambiente influencia a decisão de compra?

Com um music branding eficiente, a ambientação musical, além de criar um vínculo emocional com os clientes, estimula uma série de associações afetivas, imaginárias e sensoriais na mente do consumidor. Assim, proporciona uma influência direta em sua emoção, estado de espírito e comportamento.

Que tipo de música é mais indicado para tocar em lojas de instrumentos musicais e/ou áudio?

Teríamos de considerar as vertentes do ramo, entre as lojas especializadas e as genéricas. Para o estabelecimento dedicado a baterias e percussão, será um music branding diferente da loja de instrumentos e áudio da Santa Ifigênia, por exemplo. E por aí vai. Cada loja possui um segmento, estilo de frequentadores e objetivos de marketing distintos. O estilo que cabe em um estabelecimento pode não caber em outro e vice-versa.

O que deve ser levado em consideração na hora de se escolher uma trilha sonora para uma loja de instrumentos musicais?

Leia também:  TECNOLOGIA MUSICAL: O limiar: você está preparado?

A escolha da programação musical está atrelada ao posicionamento de marketing do estabelecimento. Muitas vezes essa relação não prioriza o segmento de atuação, elegendo outros atributos da marca como prioridade para o desenvolvimento do music branding. Somos pioneiros no mercado por aprofundar as relações de música e marca, então,  levantamos o histórico, o público-alvo e o DNA da marca para aplicar os gêneros musicais e suas nuances mais adequadas.

Além de influenciar a decisão de comprar, que outros benefícios são gerados por se ter a música certa soando no PDV?

O music branding é uma estratégia musical encontrada no campo do marketing de experiências que surgiu para incrementar o valor agregado da marca. E outros benefícios são claros, como minimizar a percepção de tempo de espera de atendimento e ainda contribuir para intenções de retorno e recomendações.

Quais outros sentidos os lojistas podem utilizar em seu estabelecimento para estimular a compra, além do auditivo?

Todos: visão, paladar, tato e olfato. Como é a sua loja, o que os clientes veem quando entram? É-lhes oferecido algum chocolate para agradar ao paladar e estimular a liberação de serotonina — substância responsável pela sensação de prazer? Os instrumentos estão dispostos ao tato do cliente, ele pode segurá-los, tocá-los e experimentá-los? A programação musical é estimulante? Desperta a vontade de fazer música? Qual é o cheiro da sua loja? Você vende pianos, a sua loja tem um cheiro de madeira? Não qualquer madeira, mas uma característica. Tão característica que o cliente não sabe o que é, mas parece que só tem na sua loja. Vender para os sentidos e não para a razão é uma estratégia que está sendo cada vez mais utilizada no mundo. Em um mercado onde a concorrência é cada vez mais acirrada, não podemos mais nos dar ao luxo de simplesmente esperar o cliente entrar em nossa loja entre várias outras no mesmo terreno.

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